E agora, que diante de ti estou parada,
Sinto as mãos suadas, os pés dormentes,
Sinto os mesmos sintomas ardentes
Como da última vez que o vi antes de estar separada
Antes de ser completamente desligada
Da parte que eu mais precisava para viver
De quem amei e fui amada
De quem jamais consegui esquecer...
E agora, diante de ti – estatueta dura,
Congelada pela surpresa de contemplar
O teu olhar, o teu corpo, a minha cura
Tremo, suando por ainda te amar.
E nada dizes, também congelo
Tremes as mãos... a boca só balbucia
Tudo o que estava engasgado:
- Estás mais linda, minha Maria!

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