domingo, 30 de agosto de 2009

AMOR DE PERDIÇÃO - By: Camilo Castelo Branco

Simão Botelho pela primeira vez, sentiu nas veias, inflando,
A correr o sangue do amor e também da perdição.
Aos quinze anos de idade sentiu pulsar o coração
Em sua vida: “amou, perdeu-se e morreu amando!”

Dois amores com sua beleza e gênio cativando
Mas sequer os lábios de uma delas pôde beijar na ocasião...
O que fê-lo especial e martírio para – das moças – a ilusão
Foi o mesmo motivo que consumiu as nobres vidas penando...

Tua escolhida – Tereza – definhou-se sonhando com tal felicidade
Num convento, soterrada pela espera que atravessou o mar...
Enquanto Mariana fez-se serva para seguir aqueles passos com humildade.

E seguiu Simão até o fim, quando morto, ele foi lançado ao mar,
Então, já não puderam deter Mariana que debatia-se com veracidade
Não para salvar a própria vida, mas para enfim, seu amor, abraçar.

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