Eu me vi no teu olho
No canto do olho escuro
Vi cada passo
Que eu dava
Em tua direção
E vi o aceno da mão
Quando disse adeus
Vi cada gesto
Encorpando
O teu olhar
E quis não amar
A cena que contemplei
Eu me vi sorridente
No teu olho triste
E sorri da cena
Por que era pequena
A forma como eu te via
Era ínfima
A vontade
De cuidar de você
E por isso quis querer
Mas não quis acatar
Desejei que fosse verdade
A vontade de ficar – a paixão
Mas verdadeiro mesmo: só o aceno da mão!

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